O novo Fiat Grande Panda já está a ser comercializado numa versão elétrica, mas acontece que não é o primeiro Panda sem emissões do construtor italiano.
É preciso recuar no tempo, mas esta não é a primeira vez que a Fiat apresenta um Panda (Grande) puramente elétrico. Em 1990, os italianos apresentaram o Panda Elettra, alimentado por um modesto motor elétrico de 13 CV.
Era alimentado por nada menos que 12 baterias de chumbo-ácido de 6 volts: dez destas estavam localizadas na traseira (obrigando à remoção do banco traseiro), enquanto as outras duas estavam localizadas sob o capô.
O carregamento só podia ser feita numa tomada elétrica “normal” e demorava oito horas, após as quais a autonomia era de cerca de 100 quilómetros. Com a sua caixa manual de quatro velocidades, podia atingir uma velocidade máxima de 70 km/h, embora a própria Fiat recomendasse uma velocidade de cruzeiro de 50 km/h. Apesar do seu aspeto rústico, o veículo citadino já estava equipado com travagem regenerativa.
A Fiat deu grande importância a este projeto e, em 1992, chegou mesmo uma evolução, o Panda Elettra 2, com um motor de 24 CV alimentado por uma bateria de níquel-cádmio.
O Panda Elettra permaneceu no catálogo da marca até 1998. A Fiat ainda vender alguns milhares de exemplares no total, principalmente a entidades públicas.
Fiat Panda Elettra em resumo:
– Motor elétrico de 13 cv
– Conjunto de 12 baterias de chumbo de 6 volts
– 100 km de autonomia